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The concept of Ki

   
   
 

   
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O conceito de Ki ( em Hangul, em Hanja) foi mencionado pela primeira vez no Huang Ti Nei Ching Su Wen, ou Clássico de Medicina Interna do Imperador Amarelo, escrito durante o Período dos Estados Guerreiros, na China (476-221 AC), sendo apresentado na nossa seção de Hanbang.

A Cosmologia Taoísta, detalhada na nossa seção de Teoria Oriental Tradicional, à qual este conceito de Ki pertence, chegou na Coréia antes da Dinastia Han (206 BC-220 DC), sendo também apresentada nas nossas seções de História da Hanbang.e das Han Kuk Mu Sul.

O termo Ki é a traduzido literalmente como “ar, vapor, respiração”. No entanto, conceitualmente é correlacionado com “vitalidade”, “força de vida” ou “energia vital”, por ser supostamente a Energia Universal que gera e nutre a Vida. Este conceito não é único à Culturas Orientais, já que existe em outras Culturas em todo o Mundo, com diferentes nomes e nuances conceituais.

Existem evidencias que demonstram que este conceito foi desenvolvido no Norte da Índia, espalhando-se para Oriente e Ocidente, onde foi modificado e adaptado. Como referência, os Hindus chamam ele de “Prana”, os Gregos de “Pneuma”, os Hunas Kupua (curandeiros feiticeiros) dos Kahunas da Polinésia a denominam de "Mana", para os Sufi é "Barakah" (no sentido de Bença de Deus), "Ruach" (Sopro Divino) em Aramaico (Ruach Ha Kodesh significa (Espírito Divino), etc.

A etimologia do ideograma Hanja para Ki () é composto por Vapor () e Arroz (), conformando uma alegoria com significado alquímico. Na Alquimia Taoísta, o Ki é aquecido, elevado e sublimado (vapor) em Energia Espiritual, cozinhando o arroz (energia sexual) através de exercícios alquímicos. Um vez mais, aqui e apresentada a visão materialista (no sentido de experimentação dos fatos mundo real) da Cosmogonia Oriental, que considera a Energia e a Vida (materialização) como diferentes estados (matéria e energia) da mesma substância fundamental, definida pela sua condição funcional.

Colocado de uma forma mais prática, Ki é uma energia metafísica sutil, definida pelas suas propriedades materiais e funcionais. Matéria e função são os dois aspectos complementares Um-Yang que possibilitam a Vida, já que a função necessita do substrato material para atuar, e a matéria ganha vida através da sua atividade funcional. Sem a necessidade da intervenção de um Deus Criador.

A ciência estuda o Ki, investigando reações bioquímicas e correntes micro-elétricas. E, recentemente, pesquisadores e estudiosos (não os crédulos do tipo esotérico) tem chegado a um consenso bastante aceito, considerando o Ki como uma propriedade da matéria, e não como uma substância separada, sutil e etérea (uma coisa totalmente impossível de provar e inconsistente com as evidencias).

De uma forma ou da outra, em termos práticos, você pode sentir o Ki correndo quando você é tratado com acupuntura e o acupunturista coloca e gira a agulha para induzir o fluxo do Ki estagnado. Ou ainda, quando você se submete a um tratamento de massagem de Ji Ap, ou seu parceiro pressiona suavemente um ponto em uma sessão de treinamento de Kupso Chirigui.

Na teoria Oriental, o Ki é relacionado estreitamente ao sangue e à circulação e acumulação dos fluídos corporais, sendo dividido em diferentes tipos, dependendo da sua origem, distribuição e função. Então, o Ki é a soma de todos os Ki obtidos das seguintes fontes:

  • Ki Congênito é o Ki com o qual nascemos, sendo essencialmente limitado em quantidade e qualidade, representando nossa constituição básica. Este Ki é herdado dos nosso pais, sendo armazenado nos Rins, determinando nossa vitalidade e vigor. Pode ser conservado, mas não reconstituído.

  • Ki Adquirido, este tipo de Ki deriva da comida e do ar que respiramos. A sua qualidade depende do nosso estilo de vida, hábitos alimentares, equilibro emocional e atividade física. Pode ser armazenado e reconstituído.

Uma introdução a como dominar e controlar o fluxo do Ki é apresentado na nossa seção de Ki Gong.

Sangue

O conceito de Ki e seu funcionamento não pode ser entendido sem explicar o papel do Sangue na criação e distribuição do Ki no corpo humano, segundo a tradição Oriental.

Seguindo antigas crenças tradicionais, quando a Essência obtida da comida é levada através do Estomago e do Pâncreas, para o Coração e os Pulmões, ela é transformada em sangue. Os Rins armazenam a Essência e seu Ki promove o funcionamento do Pâncreas, Pulmões e Coração, estimulando a formação do sangue, responsável pela nutrição dos órgãos e tecidos.

A pesar de que esta teoria milenar sobre a fisiologia humana seja cientificamente incorreta, é muito importante entender a idéia por trás da mesma, que é um elemento fundamental da mecânica o fluxo do Ki: “a formação e circulação do sangue depende da disponibilidade de Ki, e a formação e distribuição do Ki depende do fluxo do sangue”. O Ki comanda o Sangue, e o Sangue é a Mão do Ki.

Quando o Sangue flui, o Ki segui; se o fluxo do Sangue parar, o Ki estagna”. Este conceito é de fundamental importância nas tácticas de Kupso Chirigui.

Manipulação do Ki no Kupso Chirigui

A Medicina Oriental busca o equilibro e harmonia entre Um e Yang. A interação dinâmica entre os dois mantem o corpo sadio e o adequado fluxo do Ki, com uma vitalidade forte e a habilidade de resistir a doença.

O Kupso Chirigui busca o desequilibro entre Um e Yang, interrompendo o fluxo do Ki para imobilizar, induzir dor, machucar e/ou matar. O Ji Ap é o oposto, sendo uma forma de manipular o Ki com fins terapêuticos. Se você apreende Kupso Chirigui, você deve apreender Ji Ap e técnicas tradicionais de reanimação.

Um bom exemplo de um Mestre de Ji Ap e Kupso Chirigui foi o Monje Won Hyo, que introduziu o Budismo na Coréia, durante a Dinastia Silla, no ano de 686 DC. Veja a página de Kupso chirigui: Os Origines.

Por outro lado, o Ki Gong trabalha para equilibrar e redirecionar o fluxo do sangue e do Ki, utilizando a Mente, coordenadamente com técnicas de respiração e visualização, com fins específicos, como aumentar a potencia, resistência a impactos (ataques) e aumentar a atenção.

 
 
 
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